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Os desafios de 2020 já estavam colocados com o desmonte da Cultura e a insegurança vivida no último par de anos pela população LGBTQIA+ e outros grupos minorizados. Somou-se a isso o fato de que o setor cultural foi também o mais afetado pela pandemia, o que fez com que muitos festivais fossem cancelados ou adiados.

Mas uma certeza nos guiou durante todo o tempo: que, de um jeito ou de outro, o 28º Festival Mix Brasil aconteceria na data de sempre. A persistência da nossa equipe e a convicção da nossa missão nos instigou a buscar novos formatos que fizessem sentido no novo cenário e nos preparassem para a nova realidade. Chegamos aqui celebrando a realização de um festival praticamente do mesmo tamanho do ano passado, ainda que quase todo online.

Para este ano buscamos uma mensagem de força e sorte como estímulo, para lembrar que isso vai passar e que sairemos disso tudo mais fortes. Encontramos essa potência na imagem da figa, retratada originalmente por Felippe Moraes, reproduzida nas mãos de diversas pessoas, entre elas Linn da Quebrada, que faz o show de abertura, e Marcia Pantera, ícone da cena drag homenageada nesta edição.

Entre curtas e longas, contrariando expectativas iniciais, recebemos mais de 320 inscrições, dentre as quais selecionamos 101 filmes de 24 países. Entre os temas mais recorrentes está a própria pandemia, além da volta do sexo e do bom humor, que tinham rareado nas últimas edições.

O Dramática ganha novo sentido e passa a exibir e premiar projetos teatrais de temática LGBTQIA+ inéditos, selecionados a partir de inscrições.

O Mix Literário se consolida como referência no cenário brasileiro da literatura LGBTQIA+ com o novo Prêmio Caio Fernando Abreu, que teve mais de 250 inscritos, e com a 2ª edição do Prêmio Mix Literário.

O espaço da Conferência Mix Brasil, em sua sexta edição, muda de nome e curadoria, seguindo nossa “tradição de renovação”. O Mix Talk apresenta 6 temas relevantes para nossa comunidade e toda a sociedade, com convidades super especiais. O Mix Music vem com 4 grandes shows, transmitidos ao vivo da Sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo.

Tudo isso só foi possível com a renovação da parceria com o Itaú, o Spcine, o Sesc/SP e a Prefeitura Municipal de São Paulo, e a chegada do Mercado Livre e outros estimados parceiros.

Mesmo em tempos de coronavírus, o Mix Brasil é um ponto de encontros e de interatividades.

Eles acontecem em nosso site oficial, nas redes sociais, no canal do Youtube, nas exibições dos shows e workshops do MixLab e em alguns eventos presenciais (seguindo todos os protocolos), em poucas e boas sessões de cinema no CineSesc e espetáculos do Dramática em Cena e o Show do Gongo no Centro Cultural da Diversidade.

FIGA PARA TODES!
Andre Fischer, Josi Geller e equipe do Mix Brasil