IDENTITY

Curadoria das mesas: PAJUBÁ + PERIFERIA TRANS + ETERNAMENTE SOU Nem um quilo a menos: contra a gordofobia no meio LGBTI+ DEBATE Muito se pergunta: “Você beijaria uma pessoa gorda?”. Mas talvez a pergunta correta seja: “Uma pessoa gorda beijaria você?”. O fato é que, mesmo com um grau altíssimo de gordofobia na nossa comunidade, LGBTI+ gordas estão resistindo, se amando e encontrando espaços de afetividade e desejo. Essa mesa é também um manifesto: o corpo gordo é lindo e vocês vão ter que aceitar. #QuestãoDeSaúde? Será mesmo que gordo é necessariamente sinônimo de não estar saudável? Uma pessoa magra e sedentária é mais saudável que uma gorda atleta? #GordaBeyoncé Mas, quando estar gordo pode relacionar-se a um problema de saúde, como falar disso sem cair em armadilhas gordofóbicas? Ou, pior, quais os riscos de fazer a gorda Beyoncé e não falar sobre nossas vulnerabilidades? #EstéticaGorda Até quando teremos apenas boys bombados e minas photoshopadas como referência de beleza? Como criar mais narrativas sobre beleza gorda na nossa comunidade? #NoFats Nossa comunidade tem autoestima cagada. No caso de homens gays, isso às vezes cria uma necessidade bem doida e narcisista de se adequar a um padrão de corpo e rejeitar quem não segue esse padrão. Dá para ser malhada sem ser gordofóbica? #TemGordoSeAmando O que pessoas gordas LGBTI+ têm feito para criar autoestima, afeto e desejo? #GordoÉSempreEspaçoso Como se constrói o estereótipo da pessoa gorda e como esse estereótipo reduz e violenta nossas subjetividades? Participantes Bernardo Boechat é ativista body positive e anti-gordofobia. É criador de conteúdo no “Bernardo Fala” eempreendedor sócio da “Toda Grandona”. Eric Oliveira Jovem ativista, diretor de arte, performer, dj e produtor cultural criador da festa Chernobyl, formado em eventos pela escola técnica de São Paulo – Etesp. Bia Gremion Militante e modelo plus size só que gorda. Magô Tonhon (Mediação): É antes de tudo gorda, com pretensão de ser IMENSA de gorda. Não é cis. Taurina, arquiteta urbanista conclui daqui a alguns dias o mestrado em filosofia. Pirotécnica em estratégia idolatra a dúvida e detesta mini-bios. Porque o céu não é trans free? Uma mesa sobre espiritualidade T DEBATE Os corpos LGBTI+ são sempre colocados como as grandes ameaças dos valores cristãos – mais especialmente os das pessoas trans. Excomungades, blasfemades e amaldiçoades, corpos Ts desde cedo têm seu direito à espiritualidade negado. Porém, emerge um movimento de artistas trans que promove um resgate espiritual da transgeneridade, repensando símbolos religiosos e reinterpretando as narrativas sagradas. #AlmaTrans O cristianismo é a religião mais popular da América Latina. Por que corpos trans não têm representatividade no âmbito do sagrado cristão? #AcessoAoParaíso Quem decide quais corpos serão adorados e quais serão demonizados? #ExCrente Como se dá a espiritualidade de LGBTIs que nasceram em famílias evangélicas, mas hoje não comungam a mesma fé? #BancadaEvangélica #PaiPorQueMeAbandonaste Como políticos evangélicos fundamentalistas e suas narrativas influenciam o imaginário coletivo das famílias brasileiras? #JesusTrans Por que a cisgeneridade pira quando vê pessoas trans interpretando a maior divindade do ocidente? Participantes Alice Guel Cantora e compositora, moedla e bailarina. Aléxia Transformista Drag, transformista, ator e bailarino. Ariel Nobre (Mediação): É transvivo. Artista visual e consultor em diversidade. Queer ou Pajubá: Processos de descolonização LGBTI+ no Brasil DEBATE Dia da Consciência Negra é dia de falar de descolonização dentro da comunidade LGBTI+. Porque, ainda que “queer” já seja uma teoria incorporada no léxico LGBTI+ brasileiro, ela ainda é traduzida a partir de referências gringas (e brancas), que colonizam os corpos LGBTI+ e não encaixam com as nossas realidades translesviadas brasileiras. Como descolonizar a realidade cultural LGBTI+ no Brasil, ainda que reconhecendo os atravessamentos da gringa? Como traduzir queer pro pajubá? #InfluênciasGringas Como a nossa própria dissidência se comunica com dissidências gringas? Em que momentos se distanciam? Como separar a joia da triga? #PretasLGBT Quando o uso mal-traduzido do queer embranquece e cria chagas entre as narrativas LGBTI+ e negra? #EsteticaQueer Quem são os “queers” capaze$ de produzir estética (cinema, moda, fotografia, etc) e que estéticas são essas? Como ir além da lógica sujeito/objeto? Como políticas afirmativas podem furar essa lógica? #ArtePeriféricaLGBT Como LGBTIs da periferia de São Paulo se reinventam e criam espaços possíveis para viver e criar cultura? #LGBTrefugiade Como brasileires estão recebendo refugiados LGBTI+? Quais são os conflitos entre LGBTIs paulistanos e imigrantes? Como a necessidade de mudança no outro nos desloca frente às nossas migrações forçadas, como ser expulso de casa ou de espaços de trabalho? O que nosconecta ? Ser imigrante LGBTI é ser “o outro do outro”? Quais os caminhos para LGBTI+ que lutam pordireitos e quais são as necessidades mais urgentes? Participantes MC Dellacroix: É preta, periférica, travesti, multi-artista e voz emergente do queer rap nacional. Transborda as classificações de gênero e também artísticas, ao espalhar sua resistência em diferentes linguagens: música, dança, performance,moda, discurso, fervo & atrake. Florência Transformista: Artista transformista imigrante Boliviana LGBTI+, residente em SP a 4 anos,costureira de perucas na Estoril perucas, voluntária da ONG pela Vidda, atuando com seu personagem une os LGBT’s de diferentes nacionalidades dando. Isaac Silva: Estilista empreendedor, formado em Designer e Gestão de moda e Tecnólogo em produção do vestuário pelo SENAI -SP , A moda que estilista faz é real trazendo pessoas reais para a moda. Neon Cunha: Mulher negra, ameríndia e transgênera. É publicitária e ativista independente, atuando junto a Marcha das Mulheres Negra de SP. Bru Lopes (Mediação): Atriz monstra trans mestre em profanações e perspectivas feministas. Vai ter I na sigla, SIM: visibilidade intersexo para ontem! DEBATE Eu quero visibilidade intersexo na minha mesa até as 17h! Como é possível que muita gente da nossa comunidade ainda nem saiba o que representa a letra I na nossa sigla? Por que isso é urgente? #MasAfinal… Se você achou que a gente ia terminar essa hashtag de um jeito uó porque não sabe nem o que é uma identidade intersexo, essa mesa é obrigatória! #ContratosEspúrios Como funciona o pacto entre médico e família para enquadrar uma pessoa intersexo como homem ou mulher? Como isso ajuda a invisibilizar essa população? #AprendaOTermoCorreto Por que o termo “hermafrodita” é ofensivo e estigmatizante? #Existem42Tipos São mais de quarenta tipos diferentes de intersexualidade, sabia?a maior divindade do ocidente? Participantes Carlos Henrique de Oliveira: Mestrando em Ciências Humanas e Sociais, Militante do coletivo Loka de Efavirenz, da Rede de Jovens SP+ e da Resistência/PSOL Patricia Gorisch: Cofundadora e Diretora Jurídica da ABRAFH, Coautora do livro Intersexo. Alex Ballestrin: Pessoa intersexo e transmasculina, ativista independente pelos Direitos Humanos. Andre Fischer (Mediação): Diretor do Festival MixBrasil. Velhices LGBTI+: envelhecendo como LGBTI+, narrativas, resistências e transformações sociais DEBATE + OFICINA Nos últimos anos têm aumentado as investigações multidisciplinares sobre envelhecimentos, velhices e diversidade sexual e de gênero, e também tem sido maior a visibilidade e o interesse acadêmico, ativista, de múltiplos veículos da mídia e de agentes variados do Estado sobre o tema das velhices LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, transexuais, travestis, intersexuais, entre outros sujeitos). Considerando igualmente o rápido avanço do envelhecimento populacional brasileiro e as alteraçõe na pirâmide etária e demográfica nacional, uma parcela significativa desse montante populacional nos próximos anos chegará na velhice se identificando como LGBTI e outras identidades dissidentes em termos de gênero e sexualidade. Com essas questões em mente, essa mesa se propõe a colocar em diálogo as narrativas sobre o percurso biográfico de três ativistas LGBTs nos anos iniciais da velhice sobre os desafios do envelhecer. #OrgulhoMaricona #OrgulhoFanchona Onde e como pessoas LGBTs descobrem espaços de encontro, afeto e autoestima? #TransVive Como vivem as pessoas trans idosas, que sobreviveram a uma expectativa de vida de 35 anos e às ações de extermínio da ditadura dos anos 1980 (aka Operação Tarântula)? Onde socializam e se reunem? #ViçarÉViver Sua avó tem vida sexual, e talvez seja com outras mulheres, tá? Sexualidade na velhice importa! #MorrerOuEnvelhecer Qual a dificuldade da nossa comunidade em aceitar a velhice e como isso se relaciona com as taxas de mortalidade e violência LGBTfóbica? #VelhiceEImagem A juventude LGBTI+ se vê velha? E quando se vê, como é essa velhice? Participantes Sissy Kelly Ativista travesti defensora dos direitos humanos de mulheres transexuais, travestis, da terceira idade, soropositivos e da população de rua. Marcos Dupim Enfermeiro aposentado. Ativista dos direitos da pessoa idosa LGBT. Dora Cudignola Ativista dos direitos da mulher lésbica idosa. Carlos Eduardo Henning (Mediação): Antropólogo, professor e pesquisador do Ser-Tão (Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Gênero e Sexualidade), do NEPEV (Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Envelhecimento), e do PPGAS da Universidade Federal de Goiás.

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