MIX LITERÁRIO

De 17 a 24 de novembro na Sala de Debates (CCSP)

 

17/11, às 16:00, 90’ – Estante Virtual e Coletivo Reinaldo Arenas convidam para a roda de conversa: literatura queer e a tradição literária ocidental

Iniciamos a semana com uma roda de conversa aberta a todos, com o objetivo de discutir a relação entre a literatura produzida por escritores LGBTs e a tradição literária ocidental. Focaremos em autores que fazem parte do cânone e como lidam com os aspectos estéticos e a representação de pessoas LGBTs ao longo da história. Além disso, destacaremos autores LGBTs que fazem parte do cânone, buscando identificar por quais maneiras elas/eles conseguiram se destacar e fazer parte da tradição.

Coletivo de Literatura LGBT Reinaldo Arenas surgiu em 2016 de uma iniciativa de alunos da faculdade de Letras da USP, unidos pela necessidade de se conhecer e debater obras escritas por pessoas LGBT+. Desde então, promove eventos que ajudem no conhecimento e na divulgação desta literatura.

 

17/11, às 18:00, 120’ – Encontro com João Silvério Trevisan

A presença de João Silvério Trevisan não poderia deixar de estar na abertura desta primeira edição do Mix Literatura. Romancista de peso, premiado e traduzido em diversos idiomas, a obra de Trevisan reflete um gosto clássico na abordagem de temas libertários e polêmicos. Durante roda de conversa com jovens artistas LGBT de diversas áreas, Alexandre Rabelo, Leonardo Dalla Valle, Cristina Judar e Henrique Rodrigues Marques, Trevisan nos contará sua experiência e ainda fará uma sessão de autógrafos de seus livros “Pai,Pai” e “Devassos no Paraíso”.

João Silvério Trevisan é escritor, ensaísta e cineasta. Seu projeto atual, a trilogia da dor, revê sua longa experiência de forma confessional, como já vemos no primeiro romance recentemente lançado “Pai,Pai”. Trevisan escreveu entre outras obras importantes “Ana em Veneza”, “Vagas notícias de Melinha Marchiotti”, “Em nome do desejo”, além de ser autor do clássico ensaio “Devassos no Paraíso”, um marco sobre a história da homossexualidade no Brasil. Conhecido também por sua militância, João foi um dos fundadores históricos do Grupo Somos e do jornal “O Lampião da Esquina”, durante a ditadura.

Alexandre Rabelo é autor dos romances “Itinerários para o fim do mundo” (Patuá, 2018) e “Nicotina Zero” (Hoo, 2015), este último vencedor do 5º Prêmio Papomix da Diversidade. Também foi dramaturgista do espetáculo performático “Anatomia do Fauno”, prêmio Suzy Capó no 24º Festival Mix Brasil. Formado em Letras e História pela USP, tem atuado como coordenador de cursos e eventos literários em casas como SESC, MIS e Casa Guilherme de Almeida, além de colaborar em revistas. É o idealizador do Mix Literatura.

Mike Sullivan é psicólogo e escritor. Publicou os seguintes livros: Corpo sepulcro (2015), O inferno é logo ali (2017) e Ninguém me ensinou a morrer (2018). O romance Corpo sepulcro recebeu Menção Honrosa no concurso nacional de literatura “Prêmio Cidade de Belo Horizonte” em 2014.

Leonardo Dalla Valle é jornalista e mestre em Comunicação Midiática pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em 2012, foi um dos vencedores do Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos. Também é ator e dramaturgo, com passagem pelo Núcleo de experimentações da Cia Os Satyros; Núcleo de Artes Cênicas (NAC), coordenado por Lee Taylor; e pela Cia Véu do Vento. Nesta última, escreveu e atuou na peça Outra Noite (2018), inspirada no universo do escritor Caio Fernando Abreu.

Henrique Rodrigues é bacharelado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos e mestrando em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas. Desenvolve pesquisas na área de cinema queer, com foco em temas relacionados ao cinema de gênero e cinema contemporâneo. Atua também na curadoria e produção de festivais.

Cristina Judar: Finalista do Prêmio Jabuti e ganhadora do Prêmio  São Paulo de Literatura, em 2018, pelo romance Oito do Sete.

18/11, às 16:00, 90’ –  TRANSarau

O importante TRANSarau, em parceria com o Festival Mix Brasil, abrirá uma série de três saraus que ocuparão o Centro Cultural São Paulo, com vistas a dar o máximo de visibilidade possível a tantos poetas e artistas de slam que estão na base de uma efetiva forma de empoderamento através da palavra.

O Coletivo Transformação entende a expressão cultural como elemento inseparável de um projeto de educação popular e fundamental à real emancipação das pessoas T. Assim, desde dezembro de 2015, realiza o TRANSarau, que já alcançou 18 edições itinerantes e em cada uma reuniu entre 150 e 450 pessoas. Abriu espaço importante na cena cultural paulistana para a manifestação artística da população LGB e, principalmente, T.

20/11 às 17:00, 90’ – Debate: Narrativas Trans-Versais

Neste dia totalmente dedicado à produção literária trans, contaremos com uma mesa de debate com nomes expressivos, articulando uma discussão pública sobre os caminhos da representatividade trans na literatura.

Amara Moira é travesti, bissexual, feminista, doutora em crítica literária pela Unicamp (com tese sobre o “Ulysses” de James Joyce) e autora do livro autobiográfico “E se eu fosse puta” (hoo editora, 2016) e coautora do “Vidas Trans” (Astral Cultural, 2017). Além disso, ela é colunista da Mídia Ninja e professora de literatura no cursinho pré-vestibular Descomplica.

Naná DeLuca escreve literatura, é educador popular e mestre em Letras pela USP. Em 2017, publicou o romance “O Sexo dos Tubarões”, pela editora Patuá.

Sharon Cardoso:  Mulher trans, solteira, estudante de história na faculdade Fael, escritora e desenhista digital. É interessada na criação de um nicho de escritores (as) trans que almejam escrever contos e ficção. Atualmente trabalha em seu primeiro gibi, “Uma comédia chamada Dina Dee”. Faz freelances na produção de conteúdo para marketing digital, animações, roteirização de vídeos e ilustração.

20/11 às 17:00, 90’ – Estante Virtual convida para o workshop “Narrativas sobre encontros em tempos de redes sociais”

A partir de sua vivência com oficinas de criação de textos, Alexandre Rabelo, escritor e idealizador do Mix Literatura propõe esta oficina breve que procura um olhar sobre os encontros em tempos de redes sociais e apps. Cada participante será convidado a criar uma pequena narrativa escrita representando a fluidez das relações no mundo digital. Inscrições no local uma hora antes do evento.

 

20/11 às 18:30 – Performance “O Livro de Cabeceira”, com André Medeiros Martins

Criando uma ambiência que atravessa a experiência discursiva do debate, André propõe uma edição de livro sensorial, pintado em corpos humanos.

André Medeiros Martins é ator e performer. Autor do livro “Flexões – um estudo sobre sexualidade plural”, idealizador do Coletivo Ele Quer um Nome. Desenvolveu mais de 500 ensaios (www.andremedeirosmartins.com) performáticos e estreia no audiovisual com o longa “Alfredo não gosta de Despedidas” e “Penis Poetry” codirigido por António da Silva.

 

20/11 às 19:00, 90’ – Debate: editores falam sobre as tendências da literatura queer no mercado

Nesta mesa, editores de diversas casas falam sobre os desafios em publicar autores LGBTs e sobre as representações mais recorrentes desta comunidade na literatura, além de outras mais inusitadas, apontando para novos caminhos.

Manuela Neves é editora responsável pela Vira Letra, voltada para a publicação de literatura com temática lésbica, e trabalha também como editora freelancer para autores independentes. Pela Vira Letra, já publicou 19 livros com temática lésbica, além de diversos outros publicados por selos e autores independentes.

José Carlos Honório nasceu em São Paulo e é escritor de 7 livros publicados, além de editor, curador de arte e psicanalista. Sua relação com livros é muito estreita e seu querer entender-se e entender o outro o levaram para a formação em psicanálise, que ao seu ver está intimamente ligada à arte. Trabalha há décadas na Livraria Cultura, é editor da Humana Letra e da histórica Transviatta, primeira editora gay do Brasil.

Eduardo Lacerda é poeta, editor e produtor cultural. Editor da Editora Patuá, editora independente que já lançou 750 títulos em 8 anos. Foi produtor cultural da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e do Programa São Paulo um Estado de Leitores.

Juliana Albuquerque ou pepinaxuliene nas redes, é formada em Letras e em Jornalismo e editora desde 2009. Começou a carreira em 2006, como revisora, no incrível mundo dos livros didáticos, fundou a Hoo editora em 2015, onde foi publisher até 2017, e hoje é editora freelancer nesse mundão sem porteiras.

 

21/11 às 17:00, 90’ – Sarau delas, para todxs

Um sarau com vozes femininas marcantes da poesia contemporânea, numa mostra das temáticas que buscam intersecções com questões para além dos gêneros, voltadas a todxs.

Poeta Formiga

Lídia Codo é poeta desde que eu se conhece por gente seus livros lançados são Verossímil, em 2016, e Carente, em 2017. Nesse ano lançou o projeto KasatoMaru, cartões postais com poemas Haicai sobre São Paulo. Também é produtora de música eletrônica e trabalha principalmente com música experimental.

Gabriela Farrabrás é poeta, militante e metroviária. Sua poesia aborda o seu ser social de mulher negra trabalhadora bissexual em poemas eróticos ou militantes, mas sempre poemas políticos, assim como seu corpo é um corpo político e toda sua luta. Sua primeira publicação foi seu zine “Geni e Amélia nunca transaram”  lançado de maneira tímida, como quem ainda não sabe o espaço que deve ocupar, e agora ensaia seu segundo zine.

Lia Macruz, natural de Assis/SP, publicou seu primeiro livro “Andrômeda sob os Pés” pela Editora Primata. Participou da antologia Mapa Cultural Paulista 2015 e da Antologia Primata. É mulher lésbica, terapeuta energética e aprendiz de educadora. Estuda diversos tipos de linguagens sensíveis como complemento de seu trabalho.

Aline Anaya, educadora de literatura, poeta, slammer e integrante do sarau Versos em Versos. É batuqueira e escrevente das inquietações pretas e faveladas.

Dandara Kuntê desenvolveu sua trajetória artística através de diversas linguagens: artes do corpo, audiovisual, escrita e produção cultural. Atualmente é integrante do coletivo Fala Guerreira, Núcleo de Mulheres Negras e é Interprete da cia. de dança Zona Agbara.

Juliana Ferreira é professora de inglês numa escola pública na periferia de Santana de Parnaíba, colunista do site de arte e cultura Oitava Arte, canceriana com ascendente em peixes e sapatão.

Vic Sales nasceu em 1992 em São Paulo, mas cresceu no interior do estado, hoje reside na capital. Formada em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Como arte-educadora já atuou no CCJ – Centro Cultural da Juventude e Fábrica da Cultura Brasilândia entre outras instituições na cidade de São Paulo. Como poeta e slammer, ministra oficinas de slam e poesia, compete em batalhas de slams, lançou no ano de 2017 o livro “ Um Jazz pra Duas” e o zine Das Águas.

 

Mariana Varela é poeta, escritora e socióloga. Lançou seu livro de poemas – Tempestade Musicada – em abril desse ano: ele consiste em uma copilação de poemas ritmados que versam sobre a revolta, a melancolia e o caos da experiência feminina no mundo contemporâneo.

 

Laila Oliveira é paulistana de 30 anos. Formada em Jornalismo cursa o 3°ano de Pedagogia e atua como educadora. Fazedora de poemas na máquina de escrever criou o projeto minudências; que resultou no seu primeiro livro artesanal. Contribuiu com poemas na quarta publicação “Samba em Primeira Pessoa” da Coleção Sambas Escritos (2018). Seu novo livro “Deve Haver Haveres Para Que A Gente Siga Existindo” tem lançamento previsto para janeiro de 2019 pela Padê Editorial.

 

Mary Prieto é comunicadora e consultora vibracional. É autora de “Essência” e “Dicionário Cardiopoético – notas sobre o pulsar dos dias” (Patuá) Participou em seis coletâneas independentes até agora.

Cecília Floresta, escritora & sapatão, nasceu na capital paulista numa dessas manhãs de dezembro, fazia sol e o ano era 1988. ganha a vida editando livros, escreve torto uns poemas sem métrica & na prosa desconversa. cultiva uma porção de biblioteca, dois gatos que levam títulos de romances & plantas – ou o contrário. poemas crus, seu primeiro livro, foi publicado pela editora Patuá em 2016.

Bárbara Esmenia é poeta, publicou os livros {Penetra-Fresta} (2016) e Tribadismo : mas não só – 13 poemas a la fancha + 17 gritos de abya yala (2018), pela padê editorial, editora artesanal que tem como foco publicações de mulheres negras e lbt’s, criada pelas poetas Tatiana Nascimento (DF) e Bárbara. Atua como curinga de teatro das oprimidas, integrando a Rede Magdalenas Internacional – rede mundial formada por mulheres que praticam TO.

Nina Barreto é compositora, poeta e livre pesquisadora acerca da relação entre imagem e memória, da diáspora negra e dos feminismos. Faz parte do coletivo Fissura. Nasceu em 1990 no Distrito Federal, onde viveu até 2017 quando se mudou para São Paulo, onde publicou o livro Pérola marrom, pela padê editorial. Estuda medicinas tradicionais e é convergente de quilombagens LGTBI+.

 

21/11 às 18:30, 90’ – Debate: da prosa ao slam poético, as transformações causadas pelas vozes lésbicas e bissexuais na literatura brasileira contemporânea

Este dia será dedicado à produção literária lésbica e bissexual feminina e suas relações com temas e estéticas que fogem do esperado para a dita literatura de nicho, além de uma reflexão sobre novas representações da mulher na literatura, as revoluções na linguagem e novos caminhos de expressão.

Cristina Judar é escritora e jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora das HQs Lina (Editora Estação Liberdade) e Vermelho, Vivo (Devir), ganhadoras do ProAc de HQ em 2009 e 2011. Seu livro de contos Roteiros para uma vida curta (Editora Reformatório) foi finalista e Menção Honrosa no Prêmio SESC de Literatura 2014. É coautora do livro-arte Luminescências e, em 2015, escreveu o Questions For a Live Writing, projeto de prosa poética desenvolvido na Queen Mary University of London. É uma das editoras da revista de arte e cultura LGBT Reversa Magazine. Seu romance Oito do Sete (Editora Reformatório), foi contemplado pelo ProAC de Prosa 2014 e é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e do Prêmio Jabuti 2018.

Camila Passatuto (1988) nasceu em São Paulo. Autora dos livros de prosa poética “TW: Para ler com a cabeça entre o poste e a calçada” (Penalux, 2017) e “Nequice: Lapso na Função Supressora” (Penalux, 2018). Escreve desde os 11 anos, e desde 2007 participa de diversas antologias e revistas literárias com seus poemas e textos.

Tatiany Leite é jornalista de formação e uma apaixonada por internet e literatura. Já tendo apresentado colunas em diversos projetos (Cabine Literária; Torrada Torrada; Saraiva Conteúdo; Radioactive Unicorns (Capricho) e ReVisão), hoje faz parte dos canais Vá Ler um Livro e Blablalogia. Também já trabalhou em lugares como MTV Brasil e YouTube Space SP e, além disso, teve seus textos publicados na Revista TPM, Trip, Revista Capricho, Revista da Cultura e muitos outros veículos.

Poeta Formiga, poeta y eskritora, kapoeira de vulgo  Formiga pele parda 28 anos contrariando as estatístikas nascida e kriada no extremo Sul da zona Sul de São  Paulo. Publikou o fanzine Aversão Poetika de 2012 a 2015, o livreto Eu-lésbika em 2014, o fanzine Seis Sentidos em 2016, em 2018 lançou o recente kuadrinho chamado Lesbo Ódio  #1 y Lesbo Ódio #2, trampo pela sua distro Edições Formigueiro e o livro de poesias pela Padê Editorial chamado Afro Latina.

 

22/11 às 18:30, 90’ – Palestra: Os 90 anos de Orlando, um romance sem gêneros

Este romance seminal de Virginia Woolf abre um enorme campo para muitas discussões sobre gênero e sexualidade. Para falar sobre este grande clássico, contaremos com a presença de Lindberg Campos, pesquisador e doutorando da USP, especializado na obra da autora britânica. Sem as amarras do academicismo, o pesquisador nos abre este debate importante sobre os aspectos queer na obra de Woolf.

Lindberg Campos fez sua graduação em Letras na Universidade de São Paulo e realizou estágios de pesquisa no King’s College London e na Duke University nos Estados Unidos – neste último contou com a supervisão de Fredric Jameson. Publica sua produção em artigos e capítulos de livro e ministra cursos e palestras, além de ter apresentado vários trabalhos em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior. Atualmente faz doutorado no Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo e escreve uma tese sobre Virginia Woolf, Bertolt Brecht e as políticas do modernismo europeu nos anos 1930.

 

23/11 às 15:00 – João Silvério Trevisan e Italo Moriconi relembram Roberto Piva, no Museu da Diversidade

Este encontro pretende resgatar a memória e trabalho vivo de Roberto Piva, um de nossos poetas mais transgressores. O Museu da Diversidade abrirá seu espaço no metrô República para este encontro raro, íntimo e descontraído entre estes dois grandes nomes de nosso meio literário, Trevisan e Moriconi.

 

23/11 às 18:30, 90’ – Debate: autores gays para além das temáticas de nicho

Este dia será dedicado à produção literária gay e suas relações com temas e estéticas que fogem do esperado para a dita literatura de nicho. Com mediação do escritor Alexandre Rabelo.

Hugo Guimarães é paulista, nasceu em 1985. É poeta, contista, romancista e cronista. Publicou o livro de poemas “Poesia gay underground: história e glória” (Ed. Annablume, 2008), o livro de contos “O Estranho mundo de Hugo Guimarães” (Ed. Edith, 2013) e o romance “O Tiro de um milhão de anos” (Ed. Pasavento, 2015), vencedor do proAC em 2014. O romance inédito “Igor na Chuva” ganhou menção honrosa no prêmio Programa Nascente da USP em 2017.

Tobias Carvalho nasceu em Porto Alegre em 1995 e é formado em Relações Internacionais pela UFRGS. Seu livro de estreia, As Coisas (Editora Record, 2018), foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2018 na categoria de contos, e aborda as relações homossexuais na contemporaneidade.

Danilo Leonardi é escritor, paulista, nascido em 1986. É fã de Neil Gaiman, nerd assumido e descobriu o gosto pela escrita ainda no colégio, durante as aulas de redação. O youtuber é o idealizador do Cabine Literária, e agora fala sobre o universo dos livros no canal que leva seu nome. Tem dois livros publicados: Por que Indiana, João? e Coisas inatingíveis.

Agnaldo Nascimento nasceu em Diadema em 1988, atualmente reside em São Paulo. Formado em Jornalismo, estudante de Letras na USP, toca guitarra, canta e compõe na banda Versus Mare. Como escritor, participou da Mostra de Artes de Diadema, ficando em 1º lugar em três edições na categoria conto com os trabalhos: “Manual de Sobrevivência aos Domingos”, “Alexandre” e “Da Verdade e Outras Quedas”. Em 2011 teve seu conto “Amo SP” selecionado e traduzido para o inglês e espanhol para o projeto “Contemporary Brazilian Short Stories”, site que procura divulgar a nova produção literária brasileira pelo mundo. Participou, com trechos do seu romance inédito Horses, da coletânea Escrevendo com as E-moções organizada por Márcia Denser que sairá em breve pela editora Patuá. Além de Horses, possui alguns romances e livros de contos ainda inéditos, dentre eles A Cabeça do Herói Mitológico, romance que aborda a temática gay urbana na cidade de São Paulo.

 

24/11 às 14:00, 60’ – Debate: o fascismo na poética de Pasolini

Antes de ser cineasta, Pasolini foi primeiramente reconhecido como um grande poeta e intelectual. Nesta mesa, serão debatidas as representações que o mestre italiano fez do fascismo no século XX e sua repercussão nesses tempos de extremismos.

Rodrigo Gerace é sociólogo, com mestrado e doutorado em Cinema (UFMG/ Universidade Nova de Lisboa). Autor do livro “Cinema-explícito: representações cinematográficas do sexo” (2016), sua tese, publicada pela Editora Perspectiva e Edições Sesc. Pesquisador e crítico de cinema. É Assistente de Cinema do Sesc SP.

Davi Kinski escreve poesia desde os 15 anos. Formou-se como ator pela Actor School Brazil e em cinema pela Academia Internacional de Cinema. Já dirigiu sete curta-metragens, dentre eles Cineminha. É autor do livro de poesia, Corpo Partido (Editora Patuá, 2014) com tradução para o francês. Em 2011 estreou em seu primeiro monólogo “Lixo e Purpurina”, baseado em textos de Caio Fernando Abreu, no SESC Pompéia. Produziu executivamente o projeto “Letras em Cena” no MASP e três temporadas de Bibi Ferreira em São entre outros projetos. Seu último livro “Pasolini, do Neorrealismo ao Cinema Poesia” (Laranja Original, 2016) sobre o poeta e cineasta italiano foi indicado ao prêmio Jabuti.

 

24/11, às 15:30, 90’ – SARAY, o sarau dos meninos que não precisam de cura

Uma significativa mostra de poetas gays olhando para temáticas fora nicho, em uma multiplicidade de poéticas e estéticas, vozes e lugares de fala dentro da comunidade gay em específico, e suas intersecções com os temas minoritários e libertários. Com mediação de Davi Kinski.

Daniel Viana é poeta de rua, escritor contista e ator. Graduando em Letras pelo Instituto Singularidades. Criador do projeto Guardanapos Poéticos (2012) que une literatura com arte urbana e da [CUBO] – Biblioteca Portátil de Micronarrativas Brasileiras. Autor de livros de poesia e contos, entre eles, 100 contos por 10 contos trocados (2013) e Baseado em causos reais (2014).

Bruno Gavranic é ator, dramaturgo, poeta e pesquisador pela FFLCH/USP. Em 2018 publicou o ebook de poesia “Uma Borboleta No Caos”.

Guilherme Junqueira foi apontado pela revista Veja SP como um dos destaques da nova dramaturgia paulistana, a matéria prima de seu teatro, assim como em seus romances , são personagens marginais em simbiose com a cidade. Sua poesia faz parte do movimento neosimbolista, seu último trabalho publicado “Eclipse” foi editado pelos Pivetes da  editora Córrego, atualmente está em vias de publicação “Shadowplay” pela “Leonella” de Adriana Zapparoli.

José Alessandre (ou somente Alê) cria poesia, atua em teatro, canta, edita e revisa textos (especialista em livros didáticos de Arte), dubla e escreve roteiros. Assim como nos poemas, espera viver para ver um mundo no qual todas as pessoas sejam respeitadas (quiçá amadas) por serem e viverem aquilo que seus desejos, seus anseios, suas mentes, seus corpos e suas almas quiserem, como e quando o quiserem. Tópicos utópicos, mas sempre vale tentar.

Cesar R. Pontual (Bruno César Martins Rodrigues) não sabe assobiar, lê compulsivamente ouvindo silêncio e tem dois corações. Seu lema, mesmo que a contragosto, é “antes tarde do que cedo”. Publicou Abra (Patuá, 2017).

Leandro Rafael Perez cresceu na divisa com Diadema, SP. Formado em Linguística pela USP, não trabalha na área. É da altura da Carmen Miranda se ela usasse chapéu-coco. Possui três livros de poesia publicados pela editora Patuá, tem um poema na terceira edição impressa da Modo de Usar&Co e escreveu uma série inédita para a saudosa revista virtual Geni. Escreve seu primeiro romance, sobre a figura do macho na comunidade gay.

Luís Perdiz publicou os livros Saudade mestiça (Patuá, 2016) e Visão incurável (Ed. Lab, 2018), que integra a coleção Vozes contemporâneas, coordenada por Claudio Willer e Vanderley Mendonça. Cantor e compositor no grupo Estranhos no Ninho, é também um dos fundadores e editores do portal de literatura Poesia Primata e da Editora Primata.

Fabio Weintraub é doutor e pós-doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP). Editor e poeta, publicou, entre outros livros de poemas, “Sistema de erros” (São Paulo: Arte Pau-Brasil, 1996), “Novo endereço” (Juiz de Fora/ São Paulo: Funalfa/Nankin, 2002)  “Baque” (São Paulo: Editora 34, 2007), “Treme ainda” (São Paulo: Editora 34, 2015) e “Falso trajeto” (São Paulo: Patuá, 2016). Tem poemas publicados em Portugal, em Cuba, no México e nos Estados Unidos. Atualmente é professor colaborador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Arthur Moura Campos é um arteiro que nasceu em Goiânia. Desenha poemas e pinta vazios, já produziu vários livretos e pôsteres com seus textos. Lançou em 2017 seu primeiro livro formal: “Meia Ponte”.

Guilherme Cruz nasceu em Osasco, no ano de 1992. É diretor de documentários, dentre eles “jogo Truncado” que fala sobre torcidas de futebol LGBTQ+, para o Canal Futura. Escreveu o livro “Variações sobre o mesmo tema”, selecionado pelo ProAC-Editais. Atualmente, é artista-orientador de literatura pelo Programa Vocacional, no CCJ Ruth Cardoso e Casa de Cultura da Brasilândia . É músico de rua, videomaker e ativista cultural.

Rodrigo Vaz é psicólogo, poeta de vertigem e nascença ( deu pra esse erro à sesmarias.)  Além de sertanejo e paraibano. Somada às essas verdades, existem meias que ele deixou pelo mundo. Algumas queimaram pelo caminho. Só lhe restou a ponta do pé em terra  quente. Como se diz no sertão, esse jeito dele é à moda bandoleiro. Lança em São Paulo no dia 16 de outubro, o livro de contos Máquina de Escrever. Sua prosa ora se faz no alpendre ao som do bandolim. Ora se vê à convocatória para um arrastão. Hoje é dia de festa, bebê!

João Innecco (1993) é poeta cantador. Membro do Coletivo Transformação e dos Poetas do Tietê, atua junto do Sarau Asas Abertas nas penitenciárias e Fundações Casa do Estado de São Paulo. É editor da Antologia Trans (Invisíveis Produções, 2017) e autor das zines-objeto Fumaça (2017) e Tinto (2018). É também publicado na revista Poesia Sem Medo e nas antologias Além da Terra Além do Céu (Chiado, 2017), Veia e Ventania (Tietê, 2017) e Tente Entender o Que Tento Dizer / Poesia + hiv-aids (Bazar do Tempo, 2018).

Amarildo Felix nasceu em Aracaju/SE, mas desde 2008 vive em São Paulo, terra que aprendeu a amar. Hoje não se imagina vivendo em outro lugar que não a cidade cheia de garoa, gente, sonhos, clima inconstante, gás carbônico e projetos. Veio para São Paulo estudar teatro e se formou na Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP, é formado ainda em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP e em Dramaturgia pelo Núcleo de Dramaturgia SESI/BRITISH COUNCIL.

Alexandre Melo é escritor e fotógrafo amador. Seu primeiro livro ‘Maré Vazante’ de contos com temática LGBTQ foi publicado em 2010 e ele prepara um segundo volume para 2017. Participou ativamente como editor e autor na Editora Escândalo voltada para publicações LGBTQ tendo relançado seu primeiro livro pela editora além de colaborar em revistas eletrônicas como o Reversa Magazine. Além de contos, também escreve crônicas, literatura fantástica e ficção científica.

Diogo Luiz Yamanishi (1992) é poeta e mora em São Paulo. Trabalha com produção de cadernos e livros artesanais, realiza traduções e é professor de inglês. É autor do livro de poesia nenhum reino (2017, Vindouros) e da zine reino nenhum (2017, Vindouros). Participa de diversos saraus da cena paulistana e integrou a mesa “Visibilidades e visualidades LGBTQI+ na literatura brasileira e as novas fabulações da figura paterna” na Casa Philos + Estante Virtual durante a FLIP 2018. Atualmente, participa do Curso Livre de Preparação do Escritor na Casa das Rosas e tem apostado no formato do vídeo-poema para trabalhar seus próximos textos.

Rafael João, baiano, psicólogo, finge que sabe escrever pra suportar a dor que é existir em excesso. Fingiu tão bem que publicou um livro de poesia, cujo título é “Pelicano”, pela Editora Fractal (2018).

Wanderley Montanholi, é um ator, diretor e dramaturgo paranaense. Mudou-se para São Paulo em 2010, iniciando o profissionalizante no INDAC em 2011. Fez cursos paralelos com atores do Teatro de Soleil (O Corpo Poético) e em grupos de São Paulo, como ‘Satyros’ e ‘Núcleo Experimental”. Participou de produções audiovisuais como o curta “Os Desajustados” e a Série Musical “Os Modestos”. Atua e escreve para algumas produções, sendo, atualmente, ator, dramaturgo e diretor do Grupo Grito de Teatro.

Vitor Hugo nasceu em São Simão, interior de São Paulo, descobrindo a poesia na adolescência, quando teve contato com o simbolismo. Mais tarde viria a conhecer a obra de Gullar e, posteriormente, pelos Cadernos, Hilda Hilst, por quem foi arrebatado e dedicou descomedida paixão. Já foi publicado em antologias poética no Brasil, ganhou alguns concursos literários e, atualmente, gradua-se em letras pela Universidade Federal de Uberlândia.

 

24/11 às 17:00, 60’ – Mix Literatura e Dramática apresentam “Réquiem para um rapaz triste”

Rodolfo Lima apresenta exclusivamente para o Mix seu espetáculo solo baseado nas personagens femininas de Caio F, levado para diversas cidades do Brasil nos últimos 15 anos. Rodolfo mantém um blog onde divulga sua pesquisa acadêmica sobre a formação de um teatro gay, em que debate novas narrativas para este segmento.  

 

24/11 às 18:30, 90’ – Homenagem: 70 anos de Caio F.

A primeira edição de nosso evento se encerrará com uma homenagem aos 70 anos de um dos maiores ícones LGBT da literatura brasileira, pensando seu legado para os dias de hoje e sua relevância para o cânone nacional.

Italo Moriconi é crítico e curador literário, poeta, editor e professor da UERJ. De 2008 a 2015 foi diretor da Editora da UERJ, onde criou a coleção Ciranda da Poesia. Foi curador do Café Literário da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro entre 2009 e 2013, membro do conselho editorial de diversos periódicos universitários de literatura, no Brasil e no exterior. Autor de Ana Cristina Cesar: o sangue de uma poeta e de Como e por que ler a poesia brasileira do século XX, também organizou um volume de cartas de Caio Fernando Abreu e importantes antologias de literatura e poesia brasileiras, como Os cem melhores contos brasileiros do século e Os cem melhores poemas brasileiros do século, além de Destino: poesia.

Rodolfo Lima é ator, diretor de teatro, jornalista e mestre pela Unicamp e pesquisa atualmente a relação entre teatro e gays para sua tese de doutorado. Como ator e diretor de teatro trabalha com a literatura nacional e suas possibilidades em cena, e tem no seu currículo peças adaptadas da obra de Caio Fernando Abreu, Marcelino Freire, Fabrício Carpinejar e Eliane Brum. Seus trabalhos foram apresentados em diversos locais na capital e cidades do estado de São Paulo, além de PR, RS, RN, CE, BA, RJ, PE, GO, MG.

Celso Curi é jornalista, diretor e crítico de teatro, ator e produtor. Assinou a histórica Coluna do Meio, no jornal Última Hora durante o período militar. É criador e editor do OFF Guia de Teatro. Diretor Artístico da Oficina Cultural Oswald de Andrade. Membro da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Membro do Conselho Consultivo da RED Latinoamericana de Promotores Culturales de Latinoamérica y El Caribe. Desde 1968 atua na área cultural. Trabalhou no jornal Última Hora, Editora Abril, Editora Três, TV Cultura (programas Panorama e Metrópolis) e Abril Vídeo. Na Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo, ocupou os cargos de Diretor da Divisão de Casas de Espetáculo. Recebeu os prêmios Molière e Mambembe (MINC), pela criação e programação do Espaço OFF.

 

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