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Wrangler: Anatomia de um Ícone / Wrangler: Anatomy of an Icon (Jeffrey Schwarz, 2008, EUA, 82')
A pornografia gay conta com inúmeros astros, mas há apenas um Jack Wrangler. Longe de ser um típico objeto obscuro do desejo, ele surgiu na cena no início dos anos 1970 com uma imagem sarada e viril. Wrangler foi o primeiro ator assumido a associar sua masculinidade a um prazer hedonista em se exibir, tornando-se um exemplo para a comunidade gay. Neste documentário, uma divertida história oral sobre a revolucionária década de 70, Wrangler relembra as diferentes fases de sua carreira. Fãs como, entre outros, a drag diretora de pornôs gays Chi Chi La Rue, o compositor e letrista vencedor do prêmio Tony Marc Shaiman (de Hairspray e South Park) e o pioneiro do pornô gay Joe Gage relembram os tempos das salas especializadas de cinema e destacam a importância e a gostosura de Wrangler. São exibidas também cenas de cerca de trinta filmes dos quais o ator participou, de Boys Beware (1961) a Jack ‘n Jill 2 (1984), passando por A Night at the Adonis (1977) e O Diabo na Carne de Miss Jones Parte 2 (1982). Wrangler é a prova viva de que há uma segunda – e até uma terceira – chance no “American way of life”: ele migrou com sucesso de astro gay, com direito a uma linha personalizada de produtos, a garanhão de pornôs hetero na virada dos anos 1980; mais recentemente, tornou-se diretor de peças sérias de teatro. A mudança mais radical, porém, foi quando se apaixonou pela cantora Margaret Whiting, com quem mantém uma relação de quase três décadas. Rompendo com qualquer padrão de comportamento, Wrangler até hoje é um exemplo a ser seguido.
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